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Detalhes Anatômicos: Um olhar mais próximo nos músculos

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Diretor do Departamento Educacional e Pesquisa – IFBB Presidente em Exercício – CBCM

Em artigos sequenciais apresentamos alguns detalhes anatômicos de cada um dos principais músculos do corpo humano e também algumas características especiais de cada um deles. Estas informações fornecerão outro ponto de vista para os profissionais que prescrevem o treinamento resistido. Antes de detalharmos cada um destes músculos precisamos primeiramente observar a organização das fibras musculares no corpo humano. As fibras musculares nos músculos esqueléticos formam feixes chamadas fascículos. Dentro de um fascículo, as fibras musculares são dispostas paralelamente, mas a organização dos fascículos nos músculos esqueléticos pode variar, bem como, sua relação com os tendões. Os diferentes padrões de organização dos fascículos formam músculos paralelos, músculos convergentes e músculos penados.
Músculos Paralelos

Em um músculo paralelo, os fascículos são paralelos ao eixo longitudinal dos músculos. O bíceps braquial é um exemplo de músculo paralelo com seu corpo no centro. Quando um músculo paralelo contrai, apresenta um aspecto menor e mais largo no diâmetro. Uma célula muscular esquelética pode contrair até 30 a 50 % do seu comprimento original. Como as fibras nestes músculos são paralelas ao seu eixo longitudinal, quando as fibras contraem juntas, todo o músculo e encurta na mesma proporção. Se o músculo possui 10 cm de comprimento, quando o músculo contrai os tendões se movimentarão 3 a 5 cm.

Músculos Convergentes

em um músculo convergente, as fibras musculares são espalhadas sobre toda a área do músculo, mas todas as fibras se converge para uma única área de inserção. Normalmente as fibras musculares são espalhadas na forma de um leque ou triângulo, com um tendão no ápice. O músculo peitoral maior é um bom exemplo disso. Um músculo convergente tem versatilidade, pois, a estimulação de apenas uma porção do músculo pode alterar a direção do movimento. Assim, as fibras dos músculos convergentes realizam movimentos em diferentes direções mais do que unicamente apenas em uma direção.

Músculos Penados

Em um músculo penado, os fascículos formam um ângulo com o tendão. Devido a este fato, na contração dos músculos penados,  diferente ao que ocorre nos músculos paralelo, os tendões se movimentam menos. Entretanto, neste músculos a quantidade de fibras musculares é maior e, portanto, produzem mais tensão do que os músculos paralelos, quando comparamos músculos do mesmo tamanho. Se todas as fibras estão do mesmo lado do tendão, o músculo penado é denominado de unipenado. Mas, normalmente, os músculos penados apresentam fibras de ambos os lados de um tendão. Este músculo é denominado de bipenado. O músculo reto femural é um exemplo de músculo bipenado. Caso este tendão se ramifique dentro de um músculo penado, o músculo é denominado multipenado. O deltóide é um exemplo disso.
Conhecer estes detalhes nos ajuda a entender melhor como as alavancas ósseas se comportam durante a contração de diferentes músculos; melhoram a prescrição do treinamento e os resultados finais alcançados.

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Desequilíbrios Musculares – Parte 1

 

Por Prof. Mauricio de Arruda Campos. Diretor do Departamento Educacional e Pesquisa – IFBB Presidente em Exercício – CBCM

Os desequilíbrios musculares é um tema muito importante de ser compreendido se sua meta é treinar com técnica, eficiência e segurança. O desequilíbrio muscular está relacionado a duas alterações na função muscular: a rigidez de um músculo “motor” e a fraqueza do músculo “estabilizador”.Figura – Representação de uma articulação com dois músculos antagonistas. Note que o desequilíbrio dos músculos antagonistas leva a um posicionamento impróprio da articulação que pode gerar uma lesão.

Os músculos motores são aqueles que produzem o movimento; eles são freqüentemente grandes grupos musculares contendo mais fibras de contração rápida. Embora eles produzam muita força, estes músculos têm uma tendência ao encurtamento. Os isquiotibiais, reto femural e o iliopsoas são o stress principais músculos mobilizadores na articulação do quadril. Ao contrário, os músculos estabilizadores controlam os movimentos ou o posicionamento articular, normalmente trabalhando contra a gravidade. Eles são músculos menores, mais profundos e freqüentemente possuem mais fibras de contração lenta. Eles devem agir bem coordenados e devem ter uma boa capacidade de resistência, embora tendem a ser pouco ativados e fracos. O glúteo é o principal estabilizador ao redor da articulação do quadril. Há dois problemas significantes com o encurtamento dos músculos “motores”: 1- a amplitude reduzida de movimento pode gerar grande estresse articular e, 2- a rigidez muscular pode inibir o grupo muscular oposto (antagonistas) através de um processo chamado inervação recíproca. Por exemplo, a rigidez do iliopsoas pode inibir a ação do glúteo máximo. O problema mais significante com a fraqueza dos músculos estabilizadores é que ele não possui resistência suficiente para manter a posição – normalmente contra a gravidade – por um longo período de tempo. Muitas vezes isso pode estar relacionado com o alongamento excessivo do músculo. Caso isto ocorra, a relação força-comprimento com as alterações musculares resultam em uma inabilidade de o músculo manter uma “amplitude segura” de posição. O músculo pode se apresentar forte num teste dinâmico, mas é incapaz de manter uma contração estática por um longo tempo para estabilizar uma articulação.
Quando este alongamento crônico ocorre, o músculo estabilizador torna-se inativo e a estabilidade articular é comprometida. Às vezes os músculos “motores” adjacentes tornam-se sobrecarregados ao tentar compensar a falta de estabilização articular.

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